Lin do Portinho


Segunda-feira , 12 de Setembro de 2016


Viagem à adolescência.

 

        Inseri alguns hiperlinks para que o leitor sinta na pele o  sentimento daqueles momentos, e ti convido  a viajar no meu universo juvenil. 

        Ajuste o relógio do tempo para o século XX, meados de 1973 e 74, aumente o som dos Carpenters, vista uma calça boca de sino com nesga – emenda triangular colocada na parte de fora da calça Lee ou US TOP e vamos nessa.

         Começa aqui uma fase descontraída, emocionante com paquera, reúna, amigas, cinema e rock, qualquer acontecimento tinha música, nem que fosse só no pensamento.

        Quando termina? Eu não tenho ideia, por isso me contive nos primeiros anos de novos interesses – os guris, as festinhas e os mistérios do namoro. Sempre rodeada das amigas, a minha única preocupação era passar de ano no colégio, repetir o ano estava fora de questão.

        Entrei no Colégio de Aplicação, através de um exame de admissão, bem disputado, eu me considerava bem crente (estudiosa), porém ao descobrir um mundo novo, os estudos passaram para o segundo plano.

        Em decorrência desse deslize, fui uma fervorosa devota de Santa Rita de Cássia, tal a freqüência em que eu pegava recuperação de matemática, final do ano lá ia minha mãe me levar até a capela na zona sul, para pagar promessa para a Santa da causas impossíveis, e verdade seja dita: nunca rodei.

        Confesso meus atos de rebeldia: matar aula, o último período para ver na TV, o David Cassidy, do seriado Família dó ré mi e ler Agatha Christie nas aulas de Física. O professor utilizava o livro Fai 1 que era grande e dentro eu colocava as histórias policiais e nem aí pra aula, só peguei uma vez recuperação nessa matéria.  Assim, também li o Asterix eo Tin Tin. Bendito Fai 1, 2 e 3.

        Mas o mais revolucionário foi ter acesso a publicações proibidas. Pasmem, existiam livros censurados para a nossa idade, os dois mais cotados eram No verão de 42 e o Último Tango em Paris, motivo de euforia, quando conseguíamos algum exemplar.

        Nós tínhamos uma prática, ir pra casa da Carla ou da Mônica e decorar letras de músicas, em geral de filmes, eu amava a do musical,  Jesus Cristo Superstar um filme estilo hippie sobre a vida de Jesus, sensacional.

        Falando em filmes, a “coqueluche” era assistir Susan and Jeremy - O primeiro amor. Porto Alegre, recheada de cinemas a cada esquina, com ingressos baratos convidava para uma sessão.

        Cabelo à la Suzy Quatro, calça pantalona e tênis bamba, só uma coisa interessava, para mim e minhas amigas – Eles, os guris, sempre mais velhos, do 3º colegial, que não estavam nem aí pra nós. Sem problema, amor platônico também servia e nunca desiludia.

        Tínhamos uma plataforma de ataque: ficar secando – secar significa olhar sem parar o cara - até ele se chegar e conversar com a gente. Quase sempre dava certo. Namorar era o objetivo final, para aprender a beijar, tempos em que tinha mistério e emoção no simples ato de um beijo. A Anne passava umas dicas das primas que já beijavam e alertavam - nunca fechem a boca cerrando os dentes.

         As reúnas – reunião dançante - aconteciam com freqüência, na casa de um, de outro e funcionavam assim: os pais cediam a sala e nós tirávamos todos os móveis, só ficavam o toca-discos e os LPs. A lâmpada era forrada com papel celofane vermelho, para ficar numa penumbra.

        No início rolavam as músicas  dançantes, depois as lentas, tão esperadas,  rodavam Killing me softly, Music and me do Michael Jackson, Rock and roll Lullaby, da novela Selva de Pedra, Skyline Pigeon do Elton John... Chegávamos a repetir várias vezes a mesma música.

 

        Estes foram uns flashes adolescentes, e eu como produto da geração Paz e Amor, acrescento muito Rock, para prescrever uma receita infalível de felicidade.

Escrito por Lin às 18h53
[ ] [ envie esta mensagem ]

Terça-feira , 18 de Novembro de 2014


Banho francês.

A culpa recai sobre os franceses, se a expressão  procede ou se resume à lenda que o refnado francês troca a água por perfume,

no ritual do banho,  não sei. Mas fique claro - a quantidade e a qualidade do líquido aplicado  em regiões estratégicas exige finesse.

Fragâncias de baixo custo, imitativas derramadas em doses cavalares atingem olfatos à km e tornam qualquer ambiente irrespirável. 

Eles e elas precisam de indicações de uso que poderiam constar nas embalagens, nas propagandas. Uma gotinha nos pulsos, atrás das

orelhas e pronto.

Exagero cheira à breguice e incomoda, ao invés de conquistar, o banho francês provoca mal estar e esquiva de belas narinas.

 

Escrito por Lin às 20h41
[ ] [ envie esta mensagem ]

Terça-feira , 27 de Agosto de 2013


Penas Perpétuas.

  Penas Perpétuas, título do vídeo que produzi, em 1998, para participar do Festival do Minuto, concurso nacional que premia 60 segundos de criatividade e ineditismo. Confesso que tinha esperanças, mas o vencedor foi uma animação, e depois dessa, desisti do páreo.

  As imagens gravadas na Redenção, em Porto Alegre, exibiam as aves engaioladas do parque, arara, pavão, entre tantas. A  música Sabiá, de Tom Jobim, sublinhou a melancolia das cenas: "Vou voltar, sei que ainda vou voltar, para o meu lugar..."

  Pois é, ninguém voltou, nem voou, tudo continua na mesma, aquelas asas nunca conheceram a liberdade e nem usufruíram do sonho de viajar. A fita VHS  pega pó na prateleira, mas a esperança do filme  Os Pássaros de Alfred Hitchcock me salta à mente como uma rapina vingança.

 

Escrito por Lin às 19h29
[ ] [ envie esta mensagem ]

Sábado , 27 de Outubro de 2012


Bibliotecários na fogueira.

                     

Menosprezar uma categoria para enaltecer um determinado grupo de indivíduos traduz um discurso sem ética que além de ofender, ressalta o despreparo de quem o pronuncia e contribui para uma disputa de holofotes prejudiciais à escalada da educação, num paiol de analfabetos.

            No Seminário Internacional que discutiu o papel da biblioteca e da leitura no desenvolvimento da sociedade e que debateu a função das bibliotecas públicas, escolares e comunitárias presenciou-se um repúdio ao diploma do acadêmico de biblioteconomia em prol das atividades desenvolvidas pelos mediadores de leituras.

            Em meio à experiências internacionais e relatos significativos de serviços e produções em bibliotecas, dois palestrantes emitiram opiniões infelizes ao se reportarem aos bibliotecários - mesmo com a interferência da turma do deixa disso, “temos todos o mesmo propósito” -  não deu para engolir em seco.

             Pintou-se uma  Universidade formadora de sujeitos que em nada contribuem para a leitura, pelo contrário, acusada de criar vilões capazes de esconder a produção literária dos usuários e dificultar o acesso às melhores histórias, típico quadro da era medieval, só faltava nos acusarem de envenenar as páginas,

            Caricaturar a figura da bibliotecária como uma senhorinha acondicionando um mapa em papel manteiga foi além da conta do bom senso, soou como deboche, numa imagem que lutamos a todo custo para mudar – conhecemos nossos estigmas, aceitamos piadas, mas adulações cínicas ofendem a inteligência.

             A ignorância no país continua, porque ao invés de elevar o nível dos que transmitem conhecimento,  delega-se essa tarefa a pessoas que mal terminaram o ensino fundamental  e que trocam horas de serviço de vendedoras por pseudo voluntariado como mediadoras de leitura.

                   A questão está em proporcionar estudo aos que  desejam seguir carreira na área, incentivar o ingresso ao ensino superior, dar ferramentas para que os talentos se propaguem, através do acumular de conhecimentos, ao invés de andar pra trás e dizimar diplomas.

Escrito por Lin às 16h02
[ ] [ envie esta mensagem ]

Domingo , 22 de Julho de 2012


Se correr o carro pega, se parar o carro mata.

Na  santa ignorância de um pedestre, existem várias indagações a respeito do planejamento do trânsito em Porto Alegre que  intrigam, o óbvio mostra que as criaturas que compõe o quadro de semáforos, faixas de segurança, tempo do sinal e outros detalhes, ficam trancafiados num  cubículo vendo o pedestre se aventurar até a morte.

     Tudo aponta  para o descaso com o caminhante - a sinaleira troca de cor de repente e os carros passam a milhão sem dó, nem piedade, fiscalização inexiste, os azuizinhos só multam veículos estacionados e quando circulam pela cidade, em duplas, conversam descontraídos sem se distrairem com as complicações do meio da rua.

     As faixas de segurança, ao invés de seguirem uma linha - no caso de avenidas, conseguem fazer um caminho labiríntico que impossibilta o sujeito de atravessar os dois lados ao mesmo tempo e depois de esperar um eternidade o vermelho para os motoristas, o transeunte se depara com o segundo semáforo no amarelo e precisa dar um pique para conseguir se safar.

     As calçadas estreitas comportam paradas de ônibus abarrotadas de gente, caixões de lixo e árvores com galhos que miram a cabeça  ou olhos do duas pernas, tudo em favor dos motores andantes que trazem nos volantes idiotas apressados, deseducados, alcoolizados, desatentos, playboys ou girls metidos à fórmula um, matracas  do celular e  babacas que até digitam, enquanto dirigem.

     As estatísticas aterrorizantes  dos jornais televisivos tentam assustar, mas de nada adiantam, travem o velocímetro das máquinas, busquem competência para o tráfego, a venda desenfreada de quatro rodas transformou toda hora em tranqueira, e a revolta dos pedestres pode acontecer num acelerar e ninguém vai conter o estouro de boiada.

Escrito por Lin às 13h05
[ ] [ envie esta mensagem ]

Sábado , 16 de Julho de 2011


Porto Alegre vira lata.

                A distribuição das imensas coletoras de lixo pela cidade transformará Porto Alegre num depósito fedorento e antiestético, além de colocá-las na frente dos prédios das já minúsculas calçadas, onde o pedestre se espreme para caminhar, enfeia o cenário urbano.

                Antes de inventar moda, caberia ao prefeito arrumar as pedras soltas das calçadas, prender os fios de telefone, eletricidade e o escambal que despencam pelas diversas ruas, dar um jeito nas inundações em dia de chuva que tornam avenidas intransitáveis, sair do gabinete e olhar os problemas.

                A exposição destes containers ofende o cidadão, não se expõe o lixo 24 horas para infestar o ar, atravancar a circulação e proliferar insetos que estarão a postos ao primeiro deslize de recolhimento.

                Imagina abrir a janela e dar de cara com um trambolho abarrotado de orgânicos e fezes de cachorro. E se por um acaso os lixeiros entrarem em greve, estaremos fritos. Porto Alegre merece soluções inteligentes sem virar lata.

Escrito por Lin às 18h36
[ ] [ envie esta mensagem ]

Segunda-feira , 23 de Maio de 2011


Por que os homens cortam o cabelo?

As mulheres, 99,9% repudiam a ideia dos homens cortarem o cabelo, nem penteados tão pouco curtos, nem o mister Brad Pitt agrada ao gosto feminino, se tosquiar as melenas.

         Se alguma senhorita disser que você, macho, fica melhor com o toque da tesoura do barbeiro, acredite, ela está a fim de lhe possuir e acabar com a concorrência, com este visual depenado, nenhuma outra fêmea vai lhe querer.

         Sem confundir com os das cavernas, escabelados e limpos, todo tipo agrada, só parem de raspar, aparar e fazer franjinhas ridículas, daqui a pouco estarão carecas, então tirem a desforra agora - o mulherio agradece.

         Outro conselho, podem esquecer-se de se barbear, um dia ou dois, aproveitem o inverno como desculpa, claro que nada de exageros à la Karl Marx, mas um ar selvagem sempre seduz o imaginário do sexo, dito, frágil.

         Heróis conheciam o poder da cabeleira, Thor, Hércules, Sansão, Aquiles, os Mosqueteiros, Conan, Kull e até mesmo o He man, se espelhem nos mitos, pois eles agradam às gregas e troianas.

Escrito por Lin às 12h24
[ ] [ envie esta mensagem ]

Sexta-feira , 08 de Abril de 2011


O Senhor das artimanhas.

O inacreditável aconteceu quase no final da aula magna de Tarso Genro, governador do Rio Grande do Sul, quando o próprio começou a falar de Nelson Mandela, um som estranho no ar - um engasgo, a princípio de leve, mas os soluços denunciaram, ele chorava e fungava como qualquer donzela num filme de sessão da tarde.

A cena foi digna de uma comédia de Mel Brooks, no entanto o público, na maioria universitário, sensibilizado, aplaudia em pé e nem desconfiava das lágrimas de crocodilo, honrado em presenciar tamanha emoção, só faltava consolá-lo.

Este grand finale do discurso teve outros momentos recheados de artimanhas. Voltemos a fita ao início, Porto Alegre, às 10horas da manhã, da quarta-feira ensolarada do dia 6 de abril de 2011.

Ao atravessar o corredor de seguranças em direção ao salão de Atos da UFRGS, o Governador se vê interpelado por um estudante de ciências sociais a respeito do piso nacional dos professores, promessa de campanha que continua em aberto, ao que Tarso responde cheio de razão com o olhar fixo no interlocutor - “já está sendo encaminhado”, resta saber encaminhado pra onde? Ao que parece para o brejo.

Entre tagarelices e sorrisos, Genro e o reitor Carlos Alexandre Netto, sentados na mesa central davam a impressão de estarem em casa com a televisão ligada, tal a displicência em relação ao apresentador, um mero coadjuvante, diante do extenso  curriculum do convidado principal.

Depois de subir ao palanque, ler, ler e ler e no final choramingar pelo Mandela, vieram as perguntas e as habilidades do calejado político ao discorrer sobre drogas; enfatizou que no seu tempo de militância só deixou de fumar maconha, porque seria mais um item na contravenção e não por falta de vontade, pois “dizem que é muito saborosa”. Risos dos alienados, ponto pra ele.

Numa brecha, entre uma questão e outra, uns quatro alunos passaram com uma faixa, no corredor central da plateia, num protesto contra a construção de novas barragens, da quais Tarso se coloca a favor, porém num golpe de mestre e perante o silêncio constrangedor criado depois dos gritos de ordem dos jovens, o astuto Tarso, como se não fosse com ele, aproveitou a deixa e pediu - “vamos aplaudir”, e os súditos obedeceram.

Encerrada a sessão por volta das 11h30min, restaram perguntas, faltaram respostas, mas o que se viu em termos de teatralidade do governador foi digno de novela mexicana, assim como o comportamento de uma classe, a estudantil, outrora tão revolucionária, agora virada em capacho.

 

Escrito por Lin às 08h39
[ ] [ envie esta mensagem ]

Domingo , 13 de Março de 2011


A praga do celular.

O telefone celular, assim como as respectivas operadoras, se espalhou como uma praga incapaz de ser contida, derruba qualquer tipo de discriminação, a febre atinge toda criatura independente de idade, sexo, condição social, cultural ou econômica.

Existe no mercado promoções para que ninguém deixe de adquirir um aparelho, garantia que o mundo fale pelos cotovelos, com direito a bônus de mensagens, ligações grátis para telefones fixos e o escambau.

 O leitor deve estar se perguntando o que isto tem de errado para justificar o título do texto, pois os contras começam com a falta de educação dos interlocutores que tagarelam num tom acima dos decibéis toleráveis ao ouvido humano com temas variados, desde problemas amorosos, financeiros, jurídicos até as imprescindíveis fofocas.

Outro inconveniente se refere aos locais em que as ligações acontecem, vale terra, céu e mar, onde você estiver sempre haverá um indivíduo portador da contaminação.

 O compositor Beethoven se revira no túmulo, cada vez que a 9ª sinfonia serve como toque de um usuário, mas a quantidade de músicas e sons varia conforme o gosto do freguês e privilegia aqueles que o cercam a compartilhá-lo, jamais ignorá-lo.

A prática de enviar torpedos caracteriza-se por uma postura peculiar - sentado ou andando o sujeito forma uma leve corcunda e fecha os ombros para teclar, hipnotizado pelo visor como um zumbi, aguarda a resposta e em alguns momentos ri sozinho como um doido controlado.

O celular vicia - se dorme, se acorda, se come, se faz tudo com ele ligado, as pessoas nem sabem como viviam na pré-existência, bate uma nostalgia dos tempos em que as conversas permaneciam privadas.

 

Escrito por Lin às 17h38
[ ] [ envie esta mensagem ]

Quinta-feira , 20 de Maio de 2010


"Porto Alegre é demais".

  O refrão “Porto Alegre é demais” – revela tudo que a metrópole nos proporciona, e uma palhinha disso se refere ao trânsito, o incentivador número 1 do preparo físico.

  Como o meu campo de circulação como pedestre se repete, o treinamento parece meio restrito, porém emocionante, fica livre o leitor para ampliar o circuito e se inspirar no trajeto que descrevo.

  O interessante se refere ao fato de você praticar, mesmo sem querer, com vestimentas nada adequadas ao esporte, com zero aquecimento e várias vezes ao dia, nisto está toda a diferença.

  Treino Rio Branco – homenagem ao bairro onde começa a jornada:

1.Exercício de explosão: cruzar a Avenida Mariante esquina com a Liberdade, o tempo do semáforo já foi menor, no entanto, mesmo fechado os carros continuam a transitar, então você tem segundos para num pique cruzar ou morrer.

2.Exercício de contração muscular: Felipe Camarão quase esquina com a Oswaldo Aranha, ao apertar o sinal para pedestres espere um tempo interminável, aproveite para contrair e relaxar músculos, cuidado com a câimbra.

3.Parkour: Avenida João Pessoa com Jerônimo de Ornellas presenciei um rapaz saltar colocando a mão no capô de um automóvel, para se safar do choque, pular a grade de proteção evita ser atropelado pelo ônibus. 

4.Drible; Avenida Oswaldo Aranha com Ramiro Barcellos, As pessoas se amontoam esperando o sinal fechar, quando acontece parece o estouro da boiada ou os jogadores treinando com cones para driblar, se você vacilar pode ser derrubado, treina agilidade e jogo de cintura.

5.Circuito. Oswaldo centro bairro perto do túnel da Conceição. Adrenalina ao extremo, precisa concentração, explosão e visão periférica, inexiste semáforo, ônibus e carros afoitos para entrar no túnel a toda velocidade e veículos em várias direções. Alto risco, só se aventure se você for um pedestre radical.

  A próxima vez que os divulgadores da Mãozinha (campanha do respeito à faixa de segurança) me abordarem, lançarei o desafio do trajeto Rio Branco e veremos...

 

 

 

 

 

 

Escrito por Lin às 15h23
[ ] [ envie esta mensagem ]

Domingo , 07 de Março de 2010


Compatibilidade musical.

  O primeiro degrau para um relacionamento seguir adiante exige total e completa afinidade musical entre os parceiros, fingir - em hipótese alguma funcionaria, nenhum roqueiro possui sangue de barata para escutar,  no mínimo volume, uma sertaneja.

  Todos os aspectos da vida a dois podem se ajustar com o tempo, mas se o cara curte pagode e a mina hardcore, nada amenizará o problema, nem fone de ouvido, tampão ou surdez, pois o som vibra e se você ameaçar cantarolar alguma melodia indesejada podem voar pratos.

  Por isso, antes de analisar a química sexual, a aparência, o intelecto, o signo e todas estas baboseiras confira as músicas dele(a) no mp3, a rádio favorita, a expressão facial e corporal, quando toca determinada banda e  evite namorar ecléticos(as), no geral só curtem faixas noveleiras.

  A sintonia do par perfeito requer estilo e fundo musical para as diversas ocasiões, imagina o rapaz oferecer uma serenata hip hop para uma donzela clássica, a janela jamais se abriria.

 

 

 

Escrito por Lin às 17h44
[ ] [ envie esta mensagem ]

Domingo , 20 de Dezembro de 2009


Apaga o fogo!

  Estranho procedimento os fumantes de rua seguem, depois de concluído o ritual fumegante, lançam as baganas acesas em diversos alvos, no chão -  disfarçando,  a bel prazer - no meio da rua, alguns fazem trajetos circulares e tocam longe, outros atiram com raiva atrás de si e os pseudo-educados colocam naquelas latas com terra. O intrigante se dá quanto ao fato de nãó apagarem o toco do crivo, fica aquela fumaça enjoativa por todo o lado.

  O fabricante de cigarros poderia produzir um filtro comestível, o viciado  o saborearia  como uma bala capaz de aliviar o bafo, outra alternativa, de última geração consistiria em criar um tabaco capaz de entrar na pele do sujeito,  simbiose à la Venom do Homem-Aranha, sem deixar vestígios, total uma poluiçãozinha a mais...

 

 

Escrito por Lin às 13h28
[ ] [ envie esta mensagem ]

Sexta-feira , 20 de Novembro de 2009


Delírio educacional.

As universidades federais e estaduais proporcionam o ensino gratuito, no entanto o funil transborda e resta pagar para estudar ou desistir da graduação.  A proliferação de faculdades particulares prostituiu o aprendizado ao invés de promover o nível cultural, alastrou a ignorância como praga, formam-se incompetentes a cada semestre. 

Oferecer conhecimento superior de graça isento de vestibular, exigir média alta no decorrer da faculdade e dispensar os reprovados dando a vaga ao próximo da lista de espera, descartaria os desinteressados e dinamizaria o processo de seleção.

As opções seriam restritas para evitar óbvias maluquices como odontologia, medicina e outras da saúde que necessitam de requisitos específicos, porém as áreas como filosofia, história, letras, jornalismo, geografia e por aí afora fariam parte do programa.

         A idéia parece insólita, mas imagine uma ONG (organização não governamental) de professores dispostos a realizar este delírio de lucros intelectuais, uma revolução travada com livros, sem vítimas, em contestação aos cursos técnicos que maquiam a involução das criaturas.

        

        

          

          

          

Escrito por Lin às 14h33
[ ] [ envie esta mensagem ]

Domingo , 08 de Novembro de 2009


A outra direita.

  "A outra direita" - refere-se o professor ao aluno que desconhece lateralidade e titubea na demonstração com a perna esquerda, coordenaçâo motora, então, parece a piada do sorvete*, inacreditável como as pessoas esqueceram da carcaça, ignorância corporal, resultado do crescente sedentarismo, a alimentação artificial e da falta de mestres capacitados.   A própria faculdade de Educação   Física aboliu a prova prática eliminatória do vestibular e o resultado trouxe um público despreparado para o esporte, isento de vocação e talento que escolhe o curso por comodidade. A situação nas escolas piora a cada ano, o profissional ao invés de incentivar e ensinar técnicas e jogos, atira a bola e deixa as crianças ao léu.

  Já existe um tipo de adulto produto desta falha educacional, incapazes de copiar um movimento, desajeitados tentam, nas academias, suprir as dificuldades como um bando de anomalias disformes carentes de correção.

  Fora isso, arrítmicos, numa aula de jump, por exemplo, a musicalidade inexiste por parte do praticante casando com a ausência de criatividade do professor nas sequências oferecidas. Como se explica a genialidade das coreografias aeróbicas dos anos 80 e aquela malhaçâo toda com a inércia e patetice dos dias de hoje?

  A galera cinquentona - contemporânea da Madonna e Michael Jackson - dá um banho de inteligência corporal na geraçâo BIG MAC.

*Piada: Joãozinho foi desafiado a bater palmas, depois de várias trapalhadas, o garoto consegue e recebe como prêmio um sorvete de casquinha, no momento de saboreá-lo o menino erra a boca e acerta o sorvete na testa.

 

 

Escrito por Lin às 14h28
[ ] [ envie esta mensagem ]

Quinta-feira , 22 de Outubro de 2009


Escrever é preciso...

         Freud explicaria, tenho certeza, mas pouco interessa saber as razões e as neuras que me fazem escrever, a inspiração em desabafar no papel - já fazia isso na era da BIC escrita fina - surge em momentos de indignação, ironia e em raros momentos de um ser normal que se diverte e ri da vida. Nos instantes de felicidade, a vontade de celebrar me intimida a colocá-las na pauta, percebo que nada seria suficiente para expressar tamanha alegria.

         A euforia  parece com um café instantâneo, você precisa beber na hora, senão esfria e quando quer compartilhar com as linhas do texto, nenhuma palavra significa o sentido da emoção, falta vocabulário, soa vazio.

         Os sons e expressões traduzem este estado de êxtase, mas imagina berrar um parágrafo inteiro ou encher de pontos de exclamação, o leitor me tiraria para biruta, com toda a razão. Tanta encheção de morcilha para justificar a ausência das telas virtuais, porém consegui dar o arranque, digitar sem xingar, reclamar, nem debochar de nada.

        

          

Escrito por Lin às 11h34
[ ] [ envie esta mensagem ]
Busca na Web:

Perfil