Lin do Portinho


Sábado , 16 de Julho de 2011


Porto Alegre vira lata.

                A distribuição das imensas coletoras de lixo pela cidade transformará Porto Alegre num depósito fedorento e antiestético, além de colocá-las na frente dos prédios das já minúsculas calçadas, onde o pedestre se espreme para caminhar, enfeia o cenário urbano.

                Antes de inventar moda, caberia ao prefeito arrumar as pedras soltas das calçadas, prender os fios de telefone, eletricidade e o escambal que despencam pelas diversas ruas, dar um jeito nas inundações em dia de chuva que tornam avenidas intransitáveis, sair do gabinete e olhar os problemas.

                A exposição destes containers ofende o cidadão, não se expõe o lixo 24 horas para infestar o ar, atravancar a circulação e proliferar insetos que estarão a postos ao primeiro deslize de recolhimento.

                Imagina abrir a janela e dar de cara com um trambolho abarrotado de orgânicos e fezes de cachorro. E se por um acaso os lixeiros entrarem em greve, estaremos fritos. Porto Alegre merece soluções inteligentes sem virar lata.

Escrito por Lin às 18h36
[ ] [ envie esta mensagem ]

Segunda-feira , 23 de Maio de 2011


Por que os homens cortam o cabelo?

As mulheres, 99,9% repudiam a ideia dos homens cortarem o cabelo, nem penteados tão pouco curtos, nem o mister Brad Pitt agrada ao gosto feminino, se tosquiar as melenas.

         Se alguma senhorita disser que você, macho, fica melhor com o toque da tesoura do barbeiro, acredite, ela está a fim de lhe possuir e acabar com a concorrência, com este visual depenado, nenhuma outra fêmea vai lhe querer.

         Sem confundir com os das cavernas, escabelados e limpos, todo tipo agrada, só parem de raspar, aparar e fazer franjinhas ridículas, daqui a pouco estarão carecas, então tirem a desforra agora - o mulherio agradece.

         Outro conselho, podem esquecer-se de se barbear, um dia ou dois, aproveitem o inverno como desculpa, claro que nada de exageros à la Karl Marx, mas um ar selvagem sempre seduz o imaginário do sexo, dito, frágil.

         Heróis conheciam o poder da cabeleira, Thor, Hércules, Sansão, Aquiles, os Mosqueteiros, Conan, Kull e até mesmo o He man, se espelhem nos mitos, pois eles agradam às gregas e troianas.

Escrito por Lin às 12h24
[ ] [ envie esta mensagem ]

Sexta-feira , 08 de Abril de 2011


O Senhor das artimanhas.

O inacreditável aconteceu quase no final da aula magna de Tarso Genro, governador do Rio Grande do Sul, quando o próprio começou a falar de Nelson Mandela, um som estranho no ar - um engasgo, a princípio de leve, mas os soluços denunciaram, ele chorava e fungava como qualquer donzela num filme de sessão da tarde.

A cena foi digna de uma comédia de Mel Brooks, no entanto o público, na maioria universitário, sensibilizado, aplaudia em pé e nem desconfiava das lágrimas de crocodilo, honrado em presenciar tamanha emoção, só faltava consolá-lo.

Este grand finale do discurso teve outros momentos recheados de artimanhas. Voltemos a fita ao início, Porto Alegre, às 10horas da manhã, da quarta-feira ensolarada do dia 6 de abril de 2011.

Ao atravessar o corredor de seguranças em direção ao salão de Atos da UFRGS, o Governador se vê interpelado por um estudante de ciências sociais a respeito do piso nacional dos professores, promessa de campanha que continua em aberto, ao que Tarso responde cheio de razão com o olhar fixo no interlocutor - “já está sendo encaminhado”, resta saber encaminhado pra onde? Ao que parece para o brejo.

Entre tagarelices e sorrisos, Genro e o reitor Carlos Alexandre Netto, sentados na mesa central davam a impressão de estarem em casa com a televisão ligada, tal a displicência em relação ao apresentador, um mero coadjuvante, diante do extenso  curriculum do convidado principal.

Depois de subir ao palanque, ler, ler e ler e no final choramingar pelo Mandela, vieram as perguntas e as habilidades do calejado político ao discorrer sobre drogas; enfatizou que no seu tempo de militância só deixou de fumar maconha, porque seria mais um item na contravenção e não por falta de vontade, pois “dizem que é muito saborosa”. Risos dos alienados, ponto pra ele.

Numa brecha, entre uma questão e outra, uns quatro alunos passaram com uma faixa, no corredor central da plateia, num protesto contra a construção de novas barragens, da quais Tarso se coloca a favor, porém num golpe de mestre e perante o silêncio constrangedor criado depois dos gritos de ordem dos jovens, o astuto Tarso, como se não fosse com ele, aproveitou a deixa e pediu - “vamos aplaudir”, e os súditos obedeceram.

Encerrada a sessão por volta das 11h30min, restaram perguntas, faltaram respostas, mas o que se viu em termos de teatralidade do governador foi digno de novela mexicana, assim como o comportamento de uma classe, a estudantil, outrora tão revolucionária, agora virada em capacho.

 

Escrito por Lin às 08h39
[ ] [ envie esta mensagem ]

Domingo , 13 de Março de 2011


A praga do celular.

O telefone celular, assim como as respectivas operadoras, se espalhou como uma praga incapaz de ser contida, derruba qualquer tipo de discriminação, a febre atinge toda criatura independente de idade, sexo, condição social, cultural ou econômica.

Existe no mercado promoções para que ninguém deixe de adquirir um aparelho, garantia que o mundo fale pelos cotovelos, com direito a bônus de mensagens, ligações grátis para telefones fixos e o escambau.

 O leitor deve estar se perguntando o que isto tem de errado para justificar o título do texto, pois os contras começam com a falta de educação dos interlocutores que tagarelam num tom acima dos decibéis toleráveis ao ouvido humano com temas variados, desde problemas amorosos, financeiros, jurídicos até as imprescindíveis fofocas.

Outro inconveniente se refere aos locais em que as ligações acontecem, vale terra, céu e mar, onde você estiver sempre haverá um indivíduo portador da contaminação.

 O compositor Beethoven se revira no túmulo, cada vez que a 9ª sinfonia serve como toque de um usuário, mas a quantidade de músicas e sons varia conforme o gosto do freguês e privilegia aqueles que o cercam a compartilhá-lo, jamais ignorá-lo.

A prática de enviar torpedos caracteriza-se por uma postura peculiar - sentado ou andando o sujeito forma uma leve corcunda e fecha os ombros para teclar, hipnotizado pelo visor como um zumbi, aguarda a resposta e em alguns momentos ri sozinho como um doido controlado.

O celular vicia - se dorme, se acorda, se come, se faz tudo com ele ligado, as pessoas nem sabem como viviam na pré-existência, bate uma nostalgia dos tempos em que as conversas permaneciam privadas.

 

Escrito por Lin às 17h38
[ ] [ envie esta mensagem ]

Quinta-feira , 20 de Maio de 2010


"Porto Alegre é demais".

  O refrão “Porto Alegre é demais” – revela tudo que a metrópole nos proporciona, e uma palhinha disso se refere ao trânsito, o incentivador número 1 do preparo físico.

  Como o meu campo de circulação como pedestre se repete, o treinamento parece meio restrito, porém emocionante, fica livre o leitor para ampliar o circuito e se inspirar no trajeto que descrevo.

  O interessante se refere ao fato de você praticar, mesmo sem querer, com vestimentas nada adequadas ao esporte, com zero aquecimento e várias vezes ao dia, nisto está toda a diferença.

  Treino Rio Branco – homenagem ao bairro onde começa a jornada:

1.Exercício de explosão: cruzar a Avenida Mariante esquina com a Liberdade, o tempo do semáforo já foi menor, no entanto, mesmo fechado os carros continuam a transitar, então você tem segundos para num pique cruzar ou morrer.

2.Exercício de contração muscular: Felipe Camarão quase esquina com a Oswaldo Aranha, ao apertar o sinal para pedestres espere um tempo interminável, aproveite para contrair e relaxar músculos, cuidado com a câimbra.

3.Parkour: Avenida João Pessoa com Jerônimo de Ornellas presenciei um rapaz saltar colocando a mão no capô de um automóvel, para se safar do choque, pular a grade de proteção evita ser atropelado pelo ônibus. 

4.Drible; Avenida Oswaldo Aranha com Ramiro Barcellos, As pessoas se amontoam esperando o sinal fechar, quando acontece parece o estouro da boiada ou os jogadores treinando com cones para driblar, se você vacilar pode ser derrubado, treina agilidade e jogo de cintura.

5.Circuito. Oswaldo centro bairro perto do túnel da Conceição. Adrenalina ao extremo, precisa concentração, explosão e visão periférica, inexiste semáforo, ônibus e carros afoitos para entrar no túnel a toda velocidade e veículos em várias direções. Alto risco, só se aventure se você for um pedestre radical.

  A próxima vez que os divulgadores da Mãozinha (campanha do respeito à faixa de segurança) me abordarem, lançarei o desafio do trajeto Rio Branco e veremos...

 

 

 

 

 

 

Escrito por Lin às 15h23
[ ] [ envie esta mensagem ]

Domingo , 07 de Março de 2010


Compatibilidade musical.

  O primeiro degrau para um relacionamento seguir adiante exige total e completa afinidade musical entre os parceiros, fingir - em hipótese alguma funcionaria, nenhum roqueiro possui sangue de barata para escutar,  no mínimo volume, uma sertaneja.

  Todos os aspectos da vida a dois podem se ajustar com o tempo, mas se o cara curte pagode e a mina hardcore, nada amenizará o problema, nem fone de ouvido, tampão ou surdez, pois o som vibra e se você ameaçar cantarolar alguma melodia indesejada podem voar pratos.

  Por isso, antes de analisar a química sexual, a aparência, o intelecto, o signo e todas estas baboseiras confira as músicas dele(a) no mp3, a rádio favorita, a expressão facial e corporal, quando toca determinada banda e  evite namorar ecléticos(as), no geral só curtem faixas noveleiras.

  A sintonia do par perfeito requer estilo e fundo musical para as diversas ocasiões, imagina o rapaz oferecer uma serenata hip hop para uma donzela clássica, a janela jamais se abriria.

 

 

 

Escrito por Lin às 17h44
[ ] [ envie esta mensagem ]

Domingo , 20 de Dezembro de 2009


Apaga o fogo!

  Estranho procedimento os fumantes de rua seguem, depois de concluído o ritual fumegante, lançam as baganas acesas em diversos alvos, no chão -  disfarçando,  a bel prazer - no meio da rua, alguns fazem trajetos circulares e tocam longe, outros atiram com raiva atrás de si e os pseudo-educados colocam naquelas latas com terra. O intrigante se dá quanto ao fato de nãó apagarem o toco do crivo, fica aquela fumaça enjoativa por todo o lado.

  O fabricante de cigarros poderia produzir um filtro comestível, o viciado  o saborearia  como uma bala capaz de aliviar o bafo, outra alternativa, de última geração consistiria em criar um tabaco capaz de entrar na pele do sujeito,  simbiose à la Venom do Homem-Aranha, sem deixar vestígios, total uma poluiçãozinha a mais...

 

 

Escrito por Lin às 13h28
[ ] [ envie esta mensagem ]

Sexta-feira , 20 de Novembro de 2009


Delírio educacional.

As universidades federais e estaduais proporcionam o ensino gratuito, no entanto o funil transborda e resta pagar para estudar ou desistir da graduação.  A proliferação de faculdades particulares prostituiu o aprendizado ao invés de promover o nível cultural, alastrou a ignorância como praga, formam-se incompetentes a cada semestre. 

Oferecer conhecimento superior de graça isento de vestibular, exigir média alta no decorrer da faculdade e dispensar os reprovados dando a vaga ao próximo da lista de espera, descartaria os desinteressados e dinamizaria o processo de seleção.

As opções seriam restritas para evitar óbvias maluquices como odontologia, medicina e outras da saúde que necessitam de requisitos específicos, porém as áreas como filosofia, história, letras, jornalismo, geografia e por aí afora fariam parte do programa.

         A idéia parece insólita, mas imagine uma ONG (organização não governamental) de professores dispostos a realizar este delírio de lucros intelectuais, uma revolução travada com livros, sem vítimas, em contestação aos cursos técnicos que maquiam a involução das criaturas.

        

        

          

          

          

Escrito por Lin às 14h33
[ ] [ envie esta mensagem ]

Domingo , 08 de Novembro de 2009


A outra direita.

  "A outra direita" - refere-se o professor ao aluno que desconhece lateralidade e titubea na demonstração com a perna esquerda, coordenaçâo motora, então, parece a piada do sorvete*, inacreditável como as pessoas esqueceram da carcaça, ignorância corporal, resultado do crescente sedentarismo, a alimentação artificial e da falta de mestres capacitados.   A própria faculdade de Educação   Física aboliu a prova prática eliminatória do vestibular e o resultado trouxe um público despreparado para o esporte, isento de vocação e talento que escolhe o curso por comodidade. A situação nas escolas piora a cada ano, o profissional ao invés de incentivar e ensinar técnicas e jogos, atira a bola e deixa as crianças ao léu.

  Já existe um tipo de adulto produto desta falha educacional, incapazes de copiar um movimento, desajeitados tentam, nas academias, suprir as dificuldades como um bando de anomalias disformes carentes de correção.

  Fora isso, arrítmicos, numa aula de jump, por exemplo, a musicalidade inexiste por parte do praticante casando com a ausência de criatividade do professor nas sequências oferecidas. Como se explica a genialidade das coreografias aeróbicas dos anos 80 e aquela malhaçâo toda com a inércia e patetice dos dias de hoje?

  A galera cinquentona - contemporânea da Madonna e Michael Jackson - dá um banho de inteligência corporal na geraçâo BIG MAC.

*Piada: Joãozinho foi desafiado a bater palmas, depois de várias trapalhadas, o garoto consegue e recebe como prêmio um sorvete de casquinha, no momento de saboreá-lo o menino erra a boca e acerta o sorvete na testa.

 

 

Escrito por Lin às 14h28
[ ] [ envie esta mensagem ]

Quinta-feira , 22 de Outubro de 2009


Escrever é preciso...

         Freud explicaria, tenho certeza, mas pouco interessa saber as razões e as neuras que me fazem escrever, a inspiração em desabafar no papel - já fazia isso na era da BIC escrita fina - surge em momentos de indignação, ironia e em raros momentos de um ser normal que se diverte e ri da vida. Nos instantes de felicidade, a vontade de celebrar me intimida a colocá-las na pauta, percebo que nada seria suficiente para expressar tamanha alegria.

         A euforia  parece com um café instantâneo, você precisa beber na hora, senão esfria e quando quer compartilhar com as linhas do texto, nenhuma palavra significa o sentido da emoção, falta vocabulário, soa vazio.

         Os sons e expressões traduzem este estado de êxtase, mas imagina berrar um parágrafo inteiro ou encher de pontos de exclamação, o leitor me tiraria para biruta, com toda a razão. Tanta encheção de morcilha para justificar a ausência das telas virtuais, porém consegui dar o arranque, digitar sem xingar, reclamar, nem debochar de nada.

        

          

Escrito por Lin às 11h34
[ ] [ envie esta mensagem ]

Sexta-feira , 04 de Setembro de 2009


A cidade vira selva.

         Há muito Porto Alegre vive recheada de árvores, no entanto no vocabulário gaúcho o verbo podar extinguiu-se, por isso a corrida entre plantas e edifícios ficou quase parelha, as verdosas chegam mais alto na escalada do céu, em alguns bairros, batendo em fios telefônicos e de luz sem cerimônia.

 Quando chove, o pedestre distraído com seu guarda-chuva acaba isca de algum galho, e num  ciclone extratropical, a frente de um prédio destruiu-se perante a queda do tronco que outrora embelezava a moradia.

As placas de trânsito e sinaleiras desaparecem por trás de folhas e resta ao motorista duas opções – descer do carro para olhar a indicação  ou fazer uma roleta russa.

Nas calçadas, cultivadas aleatórias, as raízes arrebentam pedras e se alastram, provocam tombos e tropeços em quem por ali caminha, além do tapete folheado varrido todos os dias num movimento repetitivo dos moradores.

No canteiro da avenida Mariante existe um depósito de sacos lotados de lixo dependurado no alto das galharadas, inclusive um indivíduo dormia ali, escondido pela frondosa.

O serviço da prefeitura em aparar este exagero de nada adianta e qualquer um que se aventure sofrerá multa, deveríamos então trocar o nome para Porto Selva ou Mata Alegre, talvez Porto dos Macacos, pois no final das contas viveremos de cipó em cipó.

Escrito por Lin às 18h20
[ ] [ envie esta mensagem ]

Segunda-feira , 10 de Agosto de 2009


Detonai-vos uns aos outros.

    Ao invés de divulgar doenças como mal disso ou daquilo, as autoridades médicas e a mídia poderiam repassar o histórico da   juventude destes pacientes oriundos de uma geração detonada com todo o tipo de   droga.

   Uma observação atenta às pessoas afetadas mostra um quadro alarmante de distúrbios provocados por  um coquetel de bolinhas para acordar, dormir, festejar, esquecer, lembrar, relaxar, aliviar dor e de preferência regado ao aperitivo social.

   A bula dos remédios alerta para os efeitos colaterais e seria responsabilidade do médico enfatizar as conseqüências, no entanto, ele as oculta e o enfermo descobre tarde demais o que lhe provocou uma nova doença e cai a primeira peça do dominô.

   A publicidade desmedida protagoniza o incentivo ao consumo de diversas porcarias, sublinhadas por mensagens hipócritas de negação às drogas.

O álcool líder do horário nobre, renda de atrizes globais e jogadores de futebol, impulsiona crianças e adolescentes ao vício camuflado de glamour.

  Resumo da ópera - duvide, pesquise, busque informações e evite sujar o corpo com substâncias, ditas inofensivas. recuse receitas de doutores que escondem os malefícios inclusos no tratamento, se quiser se detonar vá em frente, mas supere a ignorância de se deixar induzir por terceiros.

 

Escrito por Lin às 18h33
[ ] [ envie esta mensagem ]

Terça-feira , 23 de Junho de 2009


O Planeta dos Cachorros.

        O cão passou de mero animal de estimação ao grau familiar, tratados como filhos, recebem tratamento vip, engordam o mercado veterinário e bestializam o indivíduo que conversa com o dito cujo como se fosse gente.

        A cidade minada de raças desfilando pelas ruas - as pessoas sem se contentar com um, adquirem dois, três e civilizam o bicho. Os donos ao se encontrarem nas esquinas discutem sobre linhagem, árvore genealógica, depressão pós-parto, alergias, alimentação e se orgulham do encoleirado, como se fosse um parente.

Quase bípedes, alguns ficam nas sacadas dos prédios sobre duas pernas, outros passeiam de modelitos, perfumados, uns até coloridos, a maioria regado a caríssimas rações.   

Cachorro precisa ser tratado como tal, os neuróticos carentes transferem as frustrações de relacionamentos  adquirindo um quatro patas e um comportamento doentio passa a padrão.

O Animal Planet (canal 69) apresenta o programa “O encantador de cães”, com o especialista Cesar Millan, ele condena este tipo de atitude e ensina como o proprietário deve manter a posição de líder, sem mimar, nem humanizar a espécie.

        O homem desvirtua a natureza e depois se espanta com os resultados, já vimos este filme. 

Escrito por Lin às 10h14
[ ] [ envie esta mensagem ]

Sexta-feira , 08 de Maio de 2009


O limite da incompetência e do descaso.

  Dois acontecimentos, no setor médico, ocorridos  semana passada que passam desapercebidos se ninguém lhes dá crédito e sabe-se lá onde vamos parar sem denunciar a incompetência e o descaso da classe responsável pela saúde, provavelmente estaremos mortos ou tortos.

  Um aposentado da brigada militar, morador de rua, ao sentir sintomas de enfarte pede o auxílio de uma senhora para chamar o pronto socorro, ela liga e recebe a recusa do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), pois  não atendem sem-teto, detalhe importante na hora de escolher quem vive.

  Num posto de traumatologia particular, onde a recepção prima pela qualidade de atendimento, espanta a ignorância do médico de plantão, além de chegar meia hora atrasado, o Doutorzinho se recusa a diagnosticar, determinado caso, pois a radiografia - tirada no próprio local – “está difícil de ver”.

  Pelas barbas de Netuno, até um escoteiro consegue identificar uma fratura. Mediante a cara de nada da acompanhante da paciente, ele solicita novo raios-X e mesmo assim titubeia na avaliação. No entanto, para assuntos domésticos o medicozinho parecia decidido, saiu do consultório e na frente da clínica, tagarelava sobre orçamentos no celular, enquanto isso os lesionados o aguardavam na sala de espera.

  Médico virou sinônimo de charlatão, eles arriscam, nos fazem de cobaia, testam sua estupidez, receitam drogas que mais fazem mal pelos efeitos colaterais do que curam.  Foi-se o tempo em que só os gênios idealistas ingressavam na faculdade de medicina, agora os mercenários acéfalos tomam conta do mercado de humanos.

 

Escrito por Lin às 20h30
[ ] [ envie esta mensagem ]

Domingo , 29 de Março de 2009


A Mulher-esqueleto.

         Este trecho faz parte do livro  – Mulheres que correm  com os lobos, da psicóloga Clarissa Pinkola Estés, dentre várias histórias sobre relacionamentos uma conta o susto de um pescador ao fisgar o esqueleto de uma mulher que jazia nas profundezas do rio, saiu apavorado correndo, porém a ossatura enroscada na linha do anzol o perseguia; superado o pavor, o homem desprende  o fio daqueles ossos,  descobrindo novos sentimentos, a citação, assim, descreve o acontecido e o desfecho dos fatos:

         “No início, ela foi rejeitada e vive no exílio. Depois, é por acaso fisgada por alguém que tem medo dela. Ela começa a voltar à vida a partir de um estado inerte. Ela come, bebe daquele que a resgatou, transforma-se com a    força do coração do homem, com a sua coragem de encara-la. Ela se transforma de esqueleto em ser vivo. Ë amada por ele, e ele por ela. Ela o revitaliza como é revitalizada por ele. Ela, que é a grande roda da natureza, e ele, o ser humano, passam a conviver em harmonia”.

         E a autora continua: “É assim que o relacionamento amoroso deveria funcionar, com cada parceiro transformando o outro. A força e poder de cada um são desembaraçados, compartilhados. Ele lhe dá seu tambor do coração. Ela lhe transmite o conhecimento dos ritmos e emoções mais complicados que se possa imaginar. Quem sabe o que os dois irão caçar juntos? Só sabemos que eles se nutrirão até o final dos seus dias”.

        

        

 

 

 

Escrito por Lin às 17h57
[ ] [ envie esta mensagem ]
Busca na Web:

Perfil